terça-feira, 5 de agosto de 2008

Episódio de hoje: a primeira consulta a gente nunca esquece


Quem diria que um dia eu estaria trabalhando com médicos e convivendo diariamente com injeções, exames e cirurgias? Ninguém... Apesar de não ser a minha área de atuação, vou conciliando a clínica com a revista. Pra mim é uma diversão só!


Pois bem, esses dias atrás uma paciente veio nos procurar, preocupada com uma possível infecção. Como ela não pode sair do carro, por vários motivos, o motorista sempre chama uma das secretárias para ir falar com a senhorinha. E a escolhida para ir atender a paciente fui eu. Conversei com ela e transmiti o que estava acontecendo para o médico. O doutor me deu algumas instruções: "...retemic não é recomendado para quem fez cirurgia no olho..."; "...fale para ela tomar levoxin durante tantos dias..." e assim seguem as recomendações.

Voltei para o carro com guias de exame na mão, exames da paciente e uma receita, e repeti tudo o que foi dito pra mim. Nem falo que me senti “A” médica. (Papai e mamãe tinham a ilusão de ter uma filha fazendo medicina, mas esqueceram de avisá-los que uma médica não pode desmaiar quando vê uma agulha).

Depois que ela foi embora, fiquei pensando no alívio que ela sentiu depois das coisas que eu disse, que o doutor disse. Como é bom transmitir informações (seja qual for o grau), tirar dúvidas das pessoas e ajudá-las a entender o que está acontecendo. E isso independe da profissão, apenas da intenção. Na hora me senti médica (que loucura), mas depois eu vi que sou jornalista até na hora de “consultar” alguém...

2 comentários:

Simone disse...

Nossaaaa Manu..adorei esse texto..viu soh como nós, jornalistas somos jornalistas a qualquer hora, em qualuqer lugar?
Como é bom informar neh?
Adorei o exemplo que vc postou
Bjusssssssssss

leandro disse...

Prometo sempre passar p deixar meu recado. Seus textos são ótimos!

Bjos do GORDO